Sua frase é, até os dias de
hoje, uma das mais lembradas quando se discute luta por direitos, busca por
igualdade e ativismo político. A política há muito passou a ser tratada com
desprezo por aqueles que se consideram “bons demais” para discuti-la e, assim,
acabam contribuindo, com sua orgulhosa omissão, para que tudo permaneça
exatamente como está, ou acabe piorando.
Veem a desigualdade social e a
marginalização crescente como injustiças a serem combatidas, mas para tanto
nada fazem. Preferem levantar os vidros do carro ao parar num semáforo, prender
a respiração ao passar pelo lixo ou por um riacho poluído, não se indispor com
os políticos por almejar um cargo público ou eventual troca de favores.
A corrupção que assola todo o
país, deve ser tratada como um problema epidêmico a ser combatido por todos e
não apenas por aqueles que se dispõem a falar pelos “mudos”.
Eliminar vícios sociais é o
primeiro passo para a mudança da sociedade. Agir com os outros como gostaria
que agissem consigo. Olhar para os desvalidos como se estivesse diante do
próprio pai ou do filho. Ser tolerante com os ignorantes e impaciente com os
poderosos. Ajudar um desconhecido só pelo prazer de ser útil.
E nunca, jamais, perder o poder
de indignação. Jamais acomodar-se às verdades impostas e aos fatos consumados.
Lutar – pacífica, coerente e persuasivamente – com as armas que mais surtem
efeito, as palavras e os exemplos.

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