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sábado, 29 de fevereiro de 2020

Oráculos dos Anjos - Francisco de Paula


Oração do Perdão
Perdoa, Senhor de infinito amor e bondade, todo e qualquer tipo de prejuízo que eu tenha praticado ao longo de minha existência, contra quem quer que seja.
Ilumina os corações e as mentes dessas pessoas que sofreram por minha causa e faze com que também elas possam me perdoar.
Peço perdão por todos os pecados cometidos por minhas famílias antepassadas, que já se encontram no mundo espiritual;
Que todas as suas dívidas sejam anistiadas e que recebam a graça da elevação espiritual para um Plano de Luz e Paz, onde possam continuar sua jornada de evolução e trabalhar de acordo com o Teu plano Divino.
Que o amor de Jesus e Maria, presente em meu coração, me capacite a perdoar toda e qualquer ofensa praticada contra mim, para que eu seja libertado de toda mágoa, de todo ódio ou rancor.
Eu perdoo a mim próprio pelas culpas que carreguei até hoje, pois acredito no Perdão Divino e aceito a nova chance que estou tendo.
Que as entidades da Hierarquia à qual pertenço possam me proteger contra os perigos e vícios, a fim de que eu consiga praticar o amor ao próximo.
Liberta-me de todos os preconceitos e da escravidão às paixões.
Que eu possa contribuir para a construção de um mundo bem melhor, de Paz, de Compaixão e de Solidariedade entre os homens e as religiões. Assim é e assim está feito!

domingo, 2 de abril de 2017

A Fé que Move Montanhas

Poder da fé

Quando Ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: “Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar.” — Jesus respondeu, dizendo: “Ó raça incrédula e depravada, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui esse menino.” — E tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: “Por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio?” — Respondeu-lhes Jesus: “Por causa da vossa incredulidade. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: ‘Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível.’” (Mateus, 17:14 a 20.)

É certo que a confiança do homem em suas próprias forças o torna capaz de realizar coisas materiais que não se podem fazer quando se duvida de si mesmo; mas, aqui, é unicamente no sentido moral que é preciso entender estas palavras.
A fé robusta dá a perseverança, a energia e os recursos que fazem vencer os obstáculos, tanto nas pequenas quanto nas grandes coisas. A fé, que é vacilante, provoca incerteza, hesitação, de que se aproveitam os adversários que devemos combater; ela não procura os meios de vencer, porque não crê na possibilidade de vitória.

Noutro sentido, entende-se como fé a confiança que se tem no cumprimento de uma coisa, na certeza de atingir um objetivo. Ela dá uma espécie de lucidez, que faz ver, pelo pensamento, os fins que se tem em vista e os meios para atingi-los, de modo que quem a possui caminha, por assim dizer, com total segurança. Num como noutro caso, ela leva a realizar grandes coisas. A fé sincera e verdadeira é sempre calma, dá a paciência que sabe esperar, porque, apoiando-se na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de atingir o objetivo. A fé vacilante sente sua própria fraqueza; quando é estimulada pelo interesse, torna-se enfurecida e acredita que, aliando-se à violência, obterá a força que não tem. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, é uma prova de fraqueza e dúvida de si mesmo.

É preciso não confundir a fé com soberba.
Por essa razão é que os bons Espíritos lhe vêm em auxílio. A soberba é muito mais um sinal de orgulho do que fé, e o orgulho é sempre castigado, cedo ou tarde, pela decepção e pelos malogros que lhe são infligidos.

Aquele que, a um grande poder fluídico normal, juntar uma fé ardente pode, unicamente pela vontade dirigida para o bem, operar esses fenômenos especiais de cura e outros mais que antigamente eram tidos como prodígios e, no entanto, são apenas o efeito de uma lei natural. Este é o motivo pelo qual Jesus disse a seus apóstolos: Se não o curastes, é porque não tínheis fé.